E preciso que a leitura seja um ato de amor. "Paulo Freire

quinta-feira, 24 de abril de 2014

A Literatura Infantil e a Escola
         "... a escola é, hoje, o espaço privilegiado, em que deverão ser lançadas as bases para a formação do indivíduo. E, nesse espaço, privilegiamos os estudos literários, pois, de maneira mais abrangente do que quaisquer outros, eles estimulam o exercício da mente; a percepção do real em suas múltiplas significações; a consciência do eu em relação ao outro; a leitura do mundo em seus vários níveis e, principalmente, dinamizam o estudo e conhecimento da língua, da expressão verbal significativa e consciente - condição para a plena realidade do ser." 1
        "A literatura infantil torna-se, deste modo, imprescindível. Os professores dos primeiros anos da escola fundamental devem trabalhar diariamente com a literatura pois esta se constitui em material indispensável, que aflora a criatividade infantil e desperta as veias artísticas da criança. Nessa faixa etária, os livros de literatura devem ser oferecidos às crianças, através de uma espécie de caleidoscópio de sentimentos e emoções que favoreçam a proliferação do gosto pela literatura, enquanto forma de lazer e diversão" 2
Citações
1 - COELHO, Nelly Novaes. Literatura Infantil: teoria, análise, didática. São Paulo: Moderna, 2000.
2 - PIRES, Diléa Helena de Oliveira. "Livro...Eterno Livro..." In: Releitura. Belo Horizonte: março de 2000, vol. 14.


O NASCIMENTO DOS QUADRINHOS
Quem nasceu primeiro, o Pato Donald ou o Super-Homem? E antes deles, quem habitava o mundo das histórias em quadrinhos? E ainda antes? Afinal, quando surgiram as primeiras histórias em quadrinhos?
Alguns especialistas insistem em afirmar que os primeiros exemplos conhecidos de histórias em quadrinhos foram feitos por homens pré-históricos.

A história em quadrinhos surgiu no final do século XIX nos Estados Unidos, acompanhando uma série de transformações sofridas pela imprensa no intuito de atrair mais leitores.No Brasil, os quadrinhos apareceram pela primeira vez em 1905, através da revista Tico-Tico de Manoel Bonfim e Renato Castro. Mas foi somente em 1934 que surgiu a indústria de quadrinhos como ramo da indústria de comunicação de massas. Seu advento deve-se a Adolfo Aizan, que lança o Suplemento Juvenil, do jornal A Nação. Nele foram lançadas as histórias de Flash Gordon, Mandrake, Pinduca, entre outras. Mais tarde surgiu a Editora Brasil América Ltda/EBAL, que passou a publicar as histórias em quadrinhos em revistas visando o divertimento infantil.
Devido principalmente a sua grande atração a indústria de quadrinhos desenvolveu-se rapidamente, atraindo o público infanto-juvenil, que atento permanecia margem dos jornais e revistas informativas. Na década de 40 e 50, a indústria de quadrinho enfrentou uma tenaz campanha em todo o país liderada por educadores e intelectuais que proclamavam sua malignidade moral, social e cultural. Mas, eles logo compreenderam que o mundo entrava em uma nova fase onde a comunicação visual ganhava um papel muito significativo. Uma das estratégias utilizadas pela EBAL para neutralizar o efeito dessa campanha foi à produção de histórias autenticamente nacionais e a adaptação de obras de literatura para o campo dos quadrinhos. A partir daí as histórias em quadrinhos passaram a fazer parte da nossa cultura.




 







Dentre as produtos nacionais destacam-se as produtos de Maurício de Souza, Ziraldo e de Henfil, criador de Fradinho e Zeferino. Os quadrinhos utiliza-se de uma linguagem direta e dinâmica combinando a imagem com muito movimento e expressão atraindo assim a criança e o jovem. Eles mexem com a visão a imaginação e os sentidos, dando uma sensação de movimento, coisa viva.
As HQ trabalham com o mito da juventude eterna, eis uma das razões que tais publicações são feitas para, a princípio, o público infanto-juvenil, o leitor adulto sempre encontraria algo que lembrasse a uma fase de sua vida uma vez os personagens não seguem o tempo real. Eco, ao analisar outro mito, o do super-homem, símbolo e ícone da cultura americana, explica o motivo pelo qual um personagem não segue o ciclo humano.
Ao Fantasma, Super-Homem, Mickey Mouse e Pato Donald não é permitido o casamento ou a procriação, porque isso implicaria o consumo do próprio personagem e ele precisa ser atemporal. Mas chega um ponto em que não é possível manter tal prática, é preciso fazer com que os personagens pareçam modernos, reformulá-los, dando-lhes nova roupagem sem mudar o conteúdo.